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Da família
Era daquelas firmes, que seguravam com ossos do coração, a filha que era do peito. E do peito também saía o leite amargo, que só era amargo porque era forte, cheio de vitaminas que abrigavam o infante – doente? Já era desde a idéia. A idéia na verdade, foi sempre de pecado e dor... Abrigar, abrigar, abrigar até a tampa! –.
Daquelas de palavras doces, porque doce era a verdade e aquela verdade TINHA de ser doce.
Picolé, sorvete, guloseimas divertidas, eram escolhidas a unhas e colhidas com a pinça. Uma sutileza que só vivendo...
E sutil era como tinham de ser as palavras da pequena criança – já com rugas! – pois qualquer suspiro diferente era sinal de fuga.
Amor muito! Mas era dela e dela e de mais ninguém. E aí do querer!
O querer, a fuga, as guloseimas, a pinça, o infante e a idéia: combinação difícil...!
Era daquelas, como quase todas, que o nó não desatava. Mas era necessário, inadiável, questão de sobrevivência que se construísse um outro nó, ou outros nós. E esse cordão umbilical agora – novo e irremediável – só podia nascer da filha-mulher. Seu corpo já tinha sido batizado pela claridade do mundo, também amargo! A construção de um nó era urgente!
O tempo veloz fincava os pés na terra fazendo um buraco – e chegaria aos dez palmos –. Antes que seja tarde demais e a vida sorria irônica.
O peso era a coragem escolhida.
E o que ardia mais era o amor, o abrigo, o doce, o leite e a idéia que não morrem nunca.
2 comentários:
é lindo luisa,..=*
;)
Eu estava um pouco longe quando vc me trouxe de volta ao ler esse texto la no Gloria.
Belissimo!
Beijos querida e cuide-se bem!
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