29 de janeiro de 2010

Cinema, Filosofia e O que mais te interessar...

FILOSOFIA E O CINEMA

Confira a programação:

Ola Passarinhos,

Em uma dessas conversas de msn com meu doce Vinicius, falavamos sobre filmes que gostariamos de ver e uma certa vontade de discuti-los de alguma forma. Entao, essa e a sugestao, aproveitando nosso blog parado... segue ae uma lista de filmes os quais poderemos assistir nessa sequencia e depois vir aqui no blog e emitir qualquer opinao sobre e da maneira que nos for mais interessante.


O Vi vai tentar achar torrents dos filmes e postar aqui no blog. Assim ficaria mais facil o acesso aos filmes.


MODULO 1 - O que é a filosofia?


Rashomon | Akira Kurosawa 


Persona | Ingmar Bergman 


Stalker | Andrei Tarkovsky 


Blow-up | Michelangelo Antonioni 
 


MODULO 2 - Questões estéticas


Morte em Veneza | Luchino Visconti 


Oito e meio | Federico Fellini 


Cidade dos sonhos | David Lynch 


Asas do desejo | Wim Wenders 
 


MÓDULO 3 - Mito e tragédia


Medéia | Pier Paolo Pasolini 


Oldboy | Chan-wook Park 


Ladrões de bicicleta | Vittorio De Sica 


Crimes e pecados | Woody Allen

MÓDULO 4 - O existencialismo


A doce vida | Federico Fellini 


Estranhos no paraíso | Jim Jarmusch 


Acossado | Jean-Luc Godard 
2

As coisas simples da vida | Edward Yang
 


MÓDULO 5 - O amor em fuga

Aurora | F. W. Murnau 


Janela indiscreta | Alfred Hitchcock 


Todas as mulheres do mundo /Domingos de Oliveira

O último metrô | François Truffaut 
 


MÓDULO 6 - Morte e finitude

Nosferatu, o vampiro da noite | Werner Herzog 


Hiroshima meu amor | Alain Resnais 


Paris, Texas | Wim Wenders 


O sétimo selo | Ingmar Bergman 
 


MÓDULO 7 - História e violência


Ricardo III | Al Pacino 


Macbeth | Roman Polanski 


Dogville | Lars von Trier 


Marcas da violência | David Cronenberg
 


MÓDULO 8 - O fascismo hoje

M, o vampiro de Düsseldorf | Frizt Lang 


Taxi Driver | Martin Scorsese 


Apocalypse now | Francis Ford Coppola 


Laranja mecânica | Stanley Kubrick 
 


MÓDULO 9 - Cinema e revolução 


O anjo exterminador | Luis Buñuel 


O encouraçado Potemkin | Sergei Eisenstein 


O homem sem passado | Aki Kaurismaki 


Nós que nos amávamos tanto | Ettora Scola 



MÓDULO10 - O cinema nacional e a interpretação do Brasil


São Bernardo | Leon Hirszman 


Deus e o diabo na terra do sol | Glauber Rocha 


Brás Cubas | Julio Bressane 


Macunaíma | Joaquim Pedro

9 de outubro de 2009

Obrigada ao Sávio pelo intermédio

VI

Estou só. Mas é-me impossível gritar – para quê? Ás vezes, raramente, o grito sobe, entala-se-me na garganta e o mundo recua bruscamente para uma estranheza absurda. Mas é raro e tudo reflui de novo como uma pedra que subisse muito alto e desistisse por fim. E ainda bem, porque os sentimentos são um vício – ou não? O povo diz “o comer e o ralhar vai do começar”. Mas tudo vem do começar: o amor, o ódio, o choro, a ternura, o medo. E quando caímos nisso, o que nos sustenta não é o objeto do sentimento, mas o próprio sentimento. Porque o objeto é um pretexto, e o sentimento é o prazer de nós próprios, que somos pretextos – mas será assim? Oh, que importa. As “ideias” são murros um pouco mais civilizados – e tu estás velho e estás só, já não podes esmurrar ninguém. Abre os olhos totalmente e vê. Aguenta o impacto da vida e vence-a. Recupera-a desde as raízes, obscura, lenta, verdadeira. E se ela é a tua invenção, esquece tudo, inventa-a desde o início, cospe na que te deram – de que é que serve? Ou estarás tu envenenado para sempre? [...]

Vergílio Ferreira, Alegria Breve

25 de junho de 2009

A de sempre - Carlos Drummond de Andrade

A de sempre

Carlos Drummond de Andrade


 — Até beber cerveja ficou difícil — queixa-se. 

— O preço?

— Não. A variedade. O embaras du choix.

— Mas se você já estava acostumado com uma...

— E as novas que aparecem? Em cada Estado surge uma fábrica, se não surgem duas. Cada qual oferecendo diversas qualidades. Você senta no bar de sua eleição, um velho bar onde até as cadeiras conhecem o seu corpo, a sua maneira de sentar e de beber. Pede uma cervejinha, simplesmente. Não precisa dizer o nome. Aquela que há anos o garçom lhe traz sem necessidade de perguntar, pois há anos você optou por uma das duas marcas tradicionais, e daí não sai. Bem, você pede a cervejinha inominada, e o garçom não se mexe. Fica olhando pra sua cara, à espera de definição. Você olha para cara dele, como quem diz: Quê que há, rapaz? Então ele emite um som: Qual? Você pensa que não ouviu direito, franze a testa, num esforço de captação: qual o quê? Qual a marca, doutor? Temos essa, aquela, aquela outra, mais outra, e outra, e outras mais. . Desfia o rosário, e você de boca aberta: Como? Ele está pensando que eu vou beber elas todas? Acha que sou principiante em busca de aventura? Quer me gozar? Nada disso. O garçom explica, meio encabulado, que a casa dispõe de 12 marcas de cerveja nacional, fora as estrangeiras, sofisticadas, e ele tem ordem de cantar os nomes pra freguesia. Até pra mim, Leovigil? pergunto. Bem, o patrão disse que eu tenho de oferecer as marcas pra todo mundo, as novas cervejas têm de ser promovidas. Não mandou abrir exceção pra ninguém, eu é que, em atenção ao doutor, fiquei calado, esperando a dica... Não quis forçar a barra, desculpe.

— E aí?

— Aí eu disse que não havia o que desculpar, ordens são ordens e eu não sou de infringir regulamentos. Os regulamentos é que infringem a minha paz, freqüentemente. Mas para não dar o braço a torcer, nem me declarar vencido pela competição das cervejas, concluí: Leovigil, traga a de sempre.

— Não quis dizer o nome?

— Não. Minha marca de cerveja — "minha garrafa", digamos assim, pois a individualidade começa pela garrafa — passou a chamar-se "a de sempre". Não gosto de mudar as estruturas sem justa causa, nem me interessa dançar de provador de cerveja, entende?

— Mas que custa experimentar, homem de Deus?

— Só por experimentar, acho frívolo. Os moços, sim, não encontraram ainda sua definição, em matéria de cerveja e de entendimento do mundo. Saltam de uma para outra fruição, tomam pileques de ideologias coloridas, do vermelho ao negro, passando pelo róseo, pelo alaranjado e pelo furta-cor. Mas depois de certa idade, e de certa experiência de bebedor, você já sabe o que quer, ou antes, o que não quer. Principalmente o que não quer. E é isso que os outros querem que você queira. Tá compreendendo?

— Mais ou menos.

— Na verdade, não há muitas espécies de cerveja, no mundo das idéias. Mas os rótulos perturbam. Uns aparecem com mulher nua, insinuando que o gosto é mais capitoso. Bem, até agora não vi rótulo de cerveja mostrando mulher com tudo de fora, mas deve haver. Mulher se oferecendo está em tudo que é produto industrial, por que não estaria nos sistemas de organização social, como bonificação?

— Você está divagando.

— Estou. Divagar é uma forma de transformar pensamentos em nuvem ou em fumaça de cigarro, fazendo com que eles circulem por aí.

— Ou se percam.

— E se percam. Exatamente. 0 importante não é beber cerveja, é ter a ilusão de que nossa cerveja é a única que presta. 

Sujeito mais conservador! Ou sábio, quem sabe?


Texto extraído do livro “De notícias & não notícias faz-se a crônica”, Livraria José Olympio Editora – Rio de Janeiro, 1974, pág. 137.

26 de abril de 2009

eu!!!

Eu me habilito...

Sexta passada fui visitar uma exposicao do Andy Warhol
http://www.warhollivesf.org/

Se interessar, deem uma olhada

15 de abril de 2009

Teias

Oi gente!
Vim aqui pelo menos tirar um pouco das teias de aranha.
Alguém se abilita?

17 de outubro de 2008

Some fun sites for Bay Aerea

fun events:
http://laughingsquid.com/squidlist/events
http://www.sfstation.com
http://sfsift.blogspot.com Rich DDT’s SF Events Sift

more events:
http://www.craigslist.org
http://upcoming.org http://flavorpill.com

eco events:
http://ecologycenter.org
http://acterra.org

important events:
http://globalexchange.org/getInvolved/bayarea.php
http://swcoalition.org/Calendar.html Sustainable World Coalition
http://humanisthall.net 390 27th St Oakland between Broadway and Telegraph
http://www.mpjc.org/ongoing.html Marin Peace and Justice Center
http://peaceandjustice.org Palo Alto Peace and Justice Center
http://lists.riseup.net/www/arc/pbnberkeley/2007-11
Fellowship of Humanity Events 390 27th St Oakland @ Telegraph/Broadway
http://www.sfbg.com events, art receptions, music, film, etc.
http://marinrawfood.org Monthly Raw Food Potlucks (san rafael)
http://www.dancejam.org/connections.htm Barefoot Boogie and DanceJams

21 de setembro de 2008

Leve

viver ou morrer é o de menos
a vida inteira pode ser qualquer momento
ser feliz ou não: questão de talento

leve a semente vai
onde o vento leva
gente pesa
por mais que invente
só vai onde pisa


Iara Rennó/ Alice Ruiz